A máquina de candidatos da Câmara Municipal de Porto Velho

Eleição 2018

A disputa eleitoral leva a  muitos balões de ensaio durante o que vem sendo chamado de pré-campanha, além disso, a pré-campanha costuma ocultar nomes que certamente estarão na disputa de outubro.

A Câmara Municipal de Porto Velho (CMPV), é estranhamente uma máquina de candidatos, alguns experientes, outros em mandato de primeira viajem sem encerrar ou ganhar bagagem nos cargos para os quais foram eleitos há dois anos.

Recordista em votos com a promessa de que iria catapultar a capital para um novo nível de fiscalização, o vereador de primeiro mandato Aleks Palitot (PTB) já abandou o “EU AMO PORTO VELHO” pelo seu novo slogan “EU AMO RONDÔNIA” e vai para a disputa por um lugar na ALE-RO. Apesar de ser bastante participativo no plenário da Câmara, o vereador não irá cumprir seu primeiro mandato, uma vez que tem chances claras de alcançar uma cadeira na ALE-RO.

Outra novata, menos participativa  nas sessões e que pouco é vista durante as reuniões ordinárias dos vereadores, Joelna Holder (MDB) também tentará um lugar na ALE-RO. Alavancada pelo poder dos votos de uma igreja protestante de Porto Velho em 2016, agora Joelna tenta o mesmo poder de persuasão a nível estadual, caso eleita ela também deixará seu mandato de vereadora pela metade e sem estar presente em muitas das sessões as quais o Direto da Redação acompanhou na Câmara.

Suplantada ao cargo pelo super poder político recente do Partido Progressista (PP) a vereadora Cristiane Lopes, também vai para a disputa em outubro por uma vaga, mas na Câmara Federal. Cristiane também é vereadora em primeiro mandato e vai testar sua capilaridade em nível estadual.

O atual presidente da casa Mauricio Carvalho (PSDB), vai com a força da máquina partidária e da família Carvalho para a disputa por uma vaga no Palácio Rio Madeira. De última hora, Maurício foi escolhido como vice-governador.

Em primeiro mandato da Câmara, ele vai um caminho diferente da irmã, que tentou a cadeira do Palácio Tancredo Neves, sede da Prefeitura Municipal de Porto Velho (PMPV), antes de conseguir uma vaga na Câmara Federal.

O também novato Edesio Fernandes é pré-candidato ao senado federal.

Para encerrar a lista de novatos, o outro salto maior que a perna será dado pela vereadora Ada Dantas Boabaid (PMN), que vai, ao que tudo indica, lutar por uma vaga ao Congresso Nacional e disputar uma das oito vagas de deputada federal. Com começo de mandato repleto de escândalos e confusões, Ada vai tentar surfar na onda do marido, que vai concorrer a reeleição, responsável pelo último escândalo da ALE-RO, numa tentativa frustada de impeachment do ex-governador Confúcio Moura (MDB), os Boabaid vão testar sua força nas urnas.

Os vereadores experientes da CMPV, Alan Queiroz (PSDB) e Jair Montes (PTC) também vão para as urnas em outubro. Com muitos anos de mandato e prática no legislativo Alan vai com a força do partido e de seu nome para a disputa. Já Montes, carrega consigo alguns escândalos no período em que está na Câmara e tentar ser o principal nome do seu partido a nível estadual.

Com o período de convenções chegando ao fim e os nomes caindo e sendo firmados em um terreno mais sólido, resta saber qual será a motivação do eleitor para sacramentar o voto em outubro. A experiência será levada em conta? O número de pedido de providências? Ou se o chamado “novo na política” será considerado.

O que fica de certeza é que, caso sejam eleitos, a configuração da Câmara irá mudar bastante.

O que resta aos observadores, é apenas aguardar.

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