A greve de ônibus em Porto Velho

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Os trabalhadores do transporte coletivo de Porto Velho entraram em greve na manhã desta quarta-feira (8). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sitetuperon) a paralisação é por tempo indeterminado e começou por problemas salariais junto ao Consórcio Sistema Integrado Municipal (Sim).

A Secretaria Trânsito Mobilidade e Transporte (Semtran) informou que não foi avisada previamente sobre a paralisação.

Os grevistas estão concentrados na sede do sindicato.

Entenda mais sobre a greve que pegou a população da capital de surpresa desde as primeiras horas desta quarta-feira (08).

Sindicato

O presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira, afirmou que o Consórcio SIM suspendeu o reajuste de 4% dado aos trabalhadores e ainda descontou, de uma única vez, os valores relativos ao aumento pagos nos últimos quatro meses.

Justiça

Após uma determinação da Justiça, assinada na tarde de ontem, a população de Porto Velho amanheceu novamente sem transporte público nesta quinta-feira (9).

O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14), tornou a greve ilegal. E estipulou multa de R$ 200 mil por dia, em caso de descumprimento da ordem de retomada de 90% da frota, em horários de pico (entre às 6h e 8h, das 12 às 14h e das 17h às 20h), e 70% da frota nos demais horários.

Semtran

A Semtran informou que o Consórcio Sim já foi notificado pelo município para que encontre uma solução, evitando que a população continue a ser prejudicada pela falta do serviço.

A secretaria também informou também que acionará a Justiça para que os 140 ônibus que estão parados voltem a circular.

“Vamos acionar e fazer uma petição à Justiça para que eles notifiquem o SIM [Consórcio], para que sejam aplicadas medidas mais drásticas ao Consórcio, e eles tomem providências para que o sistema não fique parado. Se for o caso, vamos pedir intervenção, ou a prisão [dos envolvidos na greve]”, ressalta o Secretário da Semtran, Carlos Costa.

Consórcio

O SIM informou que convocou os trabalhadores em greve, mas não obteve retorno.

Em nota enviada à imprensa, o Consórcio SIM diz que foi surpreendido pela paralisação geral dos trabalhadores, uma vez que desde o começo de março está participando das reuniões agendadas e mediadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

A empresa diz que não compactua e nem apoia o ato grevista, pois sempre manteve o salário em dia e todos os demais benefícios: cartão alimentação, cesta básica, auxílio saúde, entre outros.

O SIM diz que já está adotando as medidas cabíveis para que o transporte público da capital seja restabelecido com a “máxima urgência”, a fim de que a população não seja mais penalizada pelos atos do sindicato.

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