O mesmo filme duas vezes

O Ibope mostrou em sua recente pesquisa que Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) possuem grandes chances de irem para uma eventual disputa de segundo turno. O cenário daria fim a polarização PSDB-PT que tomou conta da disputa pelo planalto nos últimos anos, o cenário se deve principalmente porque Geraldo Alckmin (PSDB) mesmo com tempo de tv e apoio de diversos partidos não consegue decolar perante a opinião pública.

O quadro, caso se confirme, mostra dois cenários que o país já viveu muito recentemente: o PT prega um país feliz de novo com as políticas econômicas que deixaram, ao fim do governo Dilma Rousseff, 13 milhões de desempregados herdados e dados como de barato a Michel Temer (MDB) que sem popularidade não consegue se livrar da péssima imagem de que foi ele quem criou a maior massa de desempregos da história do país.

Na cabeça da população, principalmente os menos abastados, resta a imagem dos bons tempos que viveram no período Lula da Silva. E se todos são iguais Lula é melhor, afinal, mesmo por linhas tortas criou empregos e manteve a estabilidade econômica que custeou programas de inclusão social e de inclusão dos mais pobres no orçamento, como o próprio partido prega.

A política econômica para um Brasil feliz de novo pode pôr por água a baixo a tentativa de sanear as contas públicas, diminuir o déficit e lidar com a questão da previdência, esquecida em quase 13 anos de governos petistas.

Do outro lado a ambígua cartilha para um Brasil acima de tudo, onde um economista renomado praga o liberalismo e o candidato caminha entre não saber o que fazer e não concordar com seu futuro ministro da fazenda caso venha a vencer o pleito.

O Brasil acima de tudo, só vai acontecer se Bolsonaro tiver apoio parlamentar, o que até agora não há sinais concretos de que vá acontecer. Uma renovação geral no Congresso e com aliados seria a única solução para Bolsonaro ter alguma de governabilidade. Sem o apoio do Congresso Nacional uma cena que os brasileiros viveram há dois anos pode voltar a se repetir: mais um impeachment. Se os parlamentares tiverem a coragem de fazê-lo.

De um lado uma política econômica desastrosa que pode levar o país a mais uma bancarrota. Do outro um futuro governo que, sem sustenção no congresso pode sobre sucessivas derrotas. O brasileiro está atualmente entre a cruz e a espada e não sabe se corre para ser crucificado ou para ser apunhalado, restando apenas o confronto nas redes sociais onde cada um entende de tudo e ao mesmo tempo não se entende nada.

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