Deputado eleito Jair Montes é preso pela Polícia Civil em RO

Foto: Polícia Civil

O deputado eleito Jair de Figueiredo Monte (PTC), e Fernando Braga Serrão, o Fernando da Gata, foram presos preventivamente em Porto Velho na manhã desta sexta-feira (14) pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil de Rondônia. Os presos são investigados na Operação Apocalipse, deflagada em 2013.

Os presos foram condenados por integrarem uma quadrilha que atuava com estelionato, envolvimento com tráfico de drogas e falsificação de documentos. Além dos dois, também foi expedido pela Vara de Delito Tóxico (VDT) o mandado de prisão de outros três condenados, incluindo Alberto Ferreira Siqueira, o Beto Baba.

O advogado Léo Fachin, que representa Jair Montes, informou que seu cliente responde pelo processo desde 2013, e considera a sentença de primeiro grau, que resultou na prisão, como desnecessária, desproporcional e imotivada, mesmo com a condenação.

“Não tem justificativa, ele não fez nada de lá para cá que justifique ser preso. Principalmente uma pessoa com residência fixa, que tem trabalho, foi eleito deputado, quer dizer, ele não vai se evadir. Vamos discutir em segundo grau o acerto ou erro da sentença, e seguramente vamos recorrer”, ressalta o advogado.

Condenações

Além dos cinco que tiveram a prisão preventiva decretada nesta sexta, outros 22 também foram condenados por participação no esquema.

Jair Montes foi condenado a 17 anos e seis meses de reclusão. As maiores penas foram para Fernando da Gata e Beto Baba, condenados a 407 anos e 11 meses de reclusão, cada.

Operação Apocalipse

A Operação Apocalipse, deflagrada em julho de 2013 pelo extinto Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em Rondônia e mais oito estados brasileiros, desarticulou uma quadrilha que financiava campanhas políticas e captava recursos por meio de lavagem de dinheiro. Em troca, os benefícios estavam relacionados à nomeação de funcionários fantasmas.

Na época, a operação cumpriu 229 medidas cautelares, entre mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e indisponibilidade de bens, gerando ao todo 54 prisões de vereadores, deputados, empresários e funcionários fantasmas.

A ação criminosa movimentou cerca de R$ 80 milhões em nove estados, deste total, em Rondônia, a quadrilha contrabandeou aproximadamente R$ 33 milhões, com um patrimônio que inclui 200 carros, imóveis e cotas em empresas.

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